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#CarnavalSemAssedio Mulheres brincam, alertam e protestam

09/02/2018

“As mulheres querem se divertir, mas também querem ser respeitadas”, diz secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Junéia Martins

Escrito por: Érica Aragão

Carnaval também é época de alertar, de protestar e exigir o fim de toda e qualquer forma de assédio sexual. É esse o recado que as mulheres darão nas ruas neste Carnaval.

E a pauta do assédio no Carnaval, que será tema de blocos em todo o Brasil, não foi escolhida à toa. Os dados comprovam o aumento dos casos de violência sexual contra mulheres durante a folia de momo. Entre o carnaval de 2016 e 2017, a Central de Atendimento à Mulher (Disque 180), registrou aumento de 88% no número de agressões.

campanha fisengeOs movimentos feministas e de mulheres já realizaram diversas campanhas em todo o Brasil exigindo o fim do assédio em todas as épocas do ano, especialmente, no Carnaval.  Essas campanhas estimulam as mulheres a se apoiarem para curtir a data sem transtornos e a denunciarem toda e qualquer violência.

“A gente sabe que não é só no Carnaval que o assédio acontece. Esse tipo de violência acontece todos os dias e em todos os lugares, principalmente nos locais de trabalho. Mas a gente também sabe que no carnaval é mais explícito e acontece com mais intensidade”, explicou a secretária Nacional de Mulheres da CUT, Junéia Martins Batista.

“As mulheres também querem se divertir, mas também querem ser respeitadas e têm esse direito no Carnaval ou em qualquer dia do ano”.  

Maria Maeno, pesquisadora da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Fig. de Segurança e Medicina do Trabalho) destaca que "dizer assédio é um termo muito insinuante. O correto é dizer o que ocorre de fato, que é violência. E eu diria mais do que violência física, é uma violência psíquica, que compromete o emocional das mulheres".

campanha fisengeCampanha contra assédio sexual nos estados
A Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (FISENGE) lançou no último dia 6 a campanha “Não é não”, um dos temas nacionais de combate ao assédio contra mulheres no Carnaval, com o objetivo é fortalecer a rede de solidariedade, apoio e luta de diferentes grupos de mulheres em todo o Brasil e também pressionar por uma resposta do poder público que, muitas vezes, naturaliza tais práticas.

“Precisamos falar sobre consentimento e isso significa que a decisão é da mulher e os nossos corpos não podem ser tratados como públicos. Exigimos respeito e direitos”, afirmou a diretora da mulher da Fisenge, a engenheira química, Simone Baía.

Segundo ela, a campanha da Fisenge ganhou força nas ruas de cinco estados por meio da distribuição de tatuagens com os dizeres “Não é não” e também por meio da entrega de leques com informações sobre consentimento e locais onde as mulheres podem denunciar, promovida pela Comissão da Mulher da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Em Belo Horizonte, os blocos Alô Abacaxi, Garotas Solteiras, Bruta Flor, Acorda Amor e É o Amô são parceiros do projeto “Não é não”.

Em Pernambuco, aconteceu, em 2017, a iniciativa #AconteceuNoCarnaval e, em 2018, houve o lançamento de uma ferramenta para receber relatos (https://www.aconteceunocarnaval.meurecife.org.br/).  Em Vitória (ES), a Prefeitura lançou as campanhas “Depois do não é tudo assédio” e “Fantasia não é convite”.

"É muito importante medidas e campanhas como essas lançadas pelas mulheres no Carnaval, mas é muito triste o país que responsabiliza a mulher por isso, como se ela não fosse vítima e fosse a única responsável por combater essa violência", destaca Maria Maeno, que complementa: "A responsabilidade deveria ser de todos, dos homens e das mulheres. A sociedade como um todo deveria se responsabilizar por essa situação"

Para Junéia, a sororidade [que significa a união feminina baseada no apoio mútuo] é fundamental para acabar de vez com a violência contra mulher. “As mulheres que sofrerem assédio devem denunciar e as que a gente vir sofrendo algum tipo de assédio, como passada de mão, beijo forçado, entre outros, nós temos que estar prontas a ajudá-la e não achar engraçado, achar que é brincadeira. Não é brincadeira, é violência!”, denuncia.

Disque 180

“Em casos de violência e assédio durante o carnaval, disque 180 ou procure uma Delegacia da Mulher”, lembra a dirigente CUTista.

Mas não é só contra o assédio que as mulheres vão protestar neste carnaval. Em Pernambuco, por exemplo, as mulheres da CUT vão sair com o bloco, nesta sexta (09), “o que está CUTucando as mulheres”. A folia com protesto, na capital pernambucana, marca a indignação das trabalhadoras contra a o aumento do feminicídio (morte de mulheres pelo simples fato de serem mulheres), a reforma da Previdência, violência contra mulher e o desmonte do SUS (Sistema Único de Saúde).

Além de pautas femininas, vários protestos estão sendo feitos nos blocos de carnavais. As marchinhas de protesto à política brasileira, denunciando as reformas de Temer, o avanço de medidas neoliberais, os exageros do judiciário e da mídia têm viralizado nas redes e feito muito sucesso na maior festa popular brasileira.

campanha fisenge

 

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